Algumas Mulheres na História da Tecnologia

domingo, abril 15, 2018

      Embora exista um aumento da presença das mulheres no mercado tecnológico (e isso é muito bom!), infelizmente, ainda existe um domínio masculino em certos sectores ligados às tecnologias (e aquela velha imposição de que “isso não é coisas para mulheres”.

      Actualmente, somos (sim) uma minoria na indústria das tecnologias mas sem o seu trabalho provavelmente os computadores não existiram como os conhecemos hoje. Há algumas décadas atrás as mulheres lideravam no campo das ciências informáticas, por exemplo, no inicio do anos 80, quando a informática começou a ganhar uma nova expressão, muitos dos nomes da programação eram femininos e a percentagem de mulheres nesta área estava a crescer. 
      
      Mas algo mudou e o número de mulheres nesta área começou a decrescer. Segundo os dados da Eurostat, no ano 2015, as mulheres representam apenas 17% na União Europeia e em Portugal 14%.

      Noutra publicação avaliarei melhor esse tema e o porquê deste decréscimo. Agora passemos à parte importante.

Ada Lovelave (1815 - 1852), foi uma matemática inglesa considerada a primeira programadora de computares do mundo. O primeiro programa de Ada consistia numa série de instruções que eram processadas e geravam um resultado. (Isto no século 19!!) Foi, mais tarde, considerada pioneira da história do desenvolvimento de programas para computador. Hoje em dia é vista e reconhecida como uma verdadeira visionária, um elemento essencial no campo do desenvolvimento das ciências informáticas.


Grace Hopper (1906 - 1992), para além de ter sido a primeira almirante da marinha, foi a primeira mulher a formar-se na Universidade de Yale com um PhD em matemática. No campo da tecnologia foi uma das criadoras do COBOL (uma linguagem de programação para utilização empresarial,  praticada em todo o mundo na década de 60. A sigla COBOL corresponde à expressão Common Business Oriented Language que significa linguagem comum orientada para o negócio.


Hedy Lamarr (1914 - 2000), foi uma enorme estrela em Hollywood nas décadas de 1930 e 1940 mas, durante a 2ª guerra mundial criou um sistema de comunicação por rádio, capaz de despistar radares nazis. Anos depois, a tecnologia deste aparelho serviu de base para tecnologias como Bluetooth,  Wi-Fi e GPS.


Top Secret Rosies, o primeiro computador electronico de uso geral só foi criado em 1946. O (famoso) ENIAC (Electronic Numerical Integrator and Computer) foi projectado para fazer cálculos de artilharia para o exército americano e a programação foi feita por mulheres.

Irmã Kenneth Keller (1913 - 1985), considerada a primeira mulher a receber um doutoramento em ciências informáticas, só recebendo o seu diploma em 1965. Mas, desde de 1958 que trabalhava numa oficina de informática enquanto a indústria ainda era menos do que incipiente. A sua contribuição, entretanto, foi fundamental na criação da linguagem de programação BASIC. Esta linguagem foi criada com fins didáticos e utilizada por décadas, até ser substituída pelo PASCAL (mais arrojado, seguro e com melhores prácticas).

Karen Jones (1935 - 2007), realizou um trabalho focado no processamento de linguagem, foi uma das criadoras do conceito “inverso da frequência em documentos”. Este conceito serviu de base para alguns sistemas de busca e localização de conteúdo, que tão bem conhecemos hoje, por exemplo, foi o alicerce fundamental de empresas como o Google. 


Frances Allen (1932 - presente), a primeira mulher a vencer o prestigiado Turing Award. Allen trabalhou durante 45 na IBM, onde esteve na frente de muitos do avanço da computação e, principalmente, na chegada dessas máquinas a nossas casas. É dela, por exemplo, algumas das principais bases de sistemas de optimização de código e paralelização, permitindo que os softwares avançados funcionassem de maneira melhor até mesmo nos computadores mais fracos.

Radia Perlman (1951 - presente), designer de softwares, engenheira de redes e a chamada mãe da Internet,. Foi a responsável pela criação do protocolo STP (Spanning Tree Protocol), que melhorou a performance de sistemas conectados, ao evitar assim a realização de loops de dados, garantindo que as informações trafeguem mesmo em caso de problemas e sem assim ficarem perdidas. 


      Terminando esta publicação, com certeza que existem muitos mais mulheres que foram importantes para a evolução das tecnologias tal como as conhecemos hoje. Embora actualmente sejamos uma minoria, espero que isso se altere e que possam continuar a haver mulheres a revolucionar, não só a área das tecnologias mas, o mundo!.

Cátia Santos

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